A já vasta bibliografia disponível sobre o fim do Império Colonial Português tem secundarizado – ou mesmo omitido – o período de transição que percorre o derradeira ano da guerra e se prolonga pelos primeiros quatro meses do pós- 25 de Abril até ao estabelecimento da paz. Neste seu novo livro, David Martelo analise – com o rigor documental e dúvidas, estabelecendo a «ponte» indispensável entre a guerra e a descolonização. Através de uma expressiva e elegante narrativa, o autor transporte os leitores para o cenário de um dos momentos mais decisivos da história de Portugal: o de se saber se era a Democracia que proporcionaria a descolonização, ou se pelo contrário, era a descolonização que possibilitaria a Democracia.
Na parte fina da obra. David Martelo recorda o longo processo que conduziu ao cessar-fogo na Argélia, em 1962, numa comparação que considera recomendável anteceder qualquer adjectivação da descolonização portuguesa.
| ISBN | 5601072043039 |
|---|---|
| Ano | 2001 |
| Número de páginas | 260 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Publicações Europa-América |
| Coleção | Estudos e Documentos |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
David Martelo
É oficial do Exército (coronel) reformado. Nascido em 1946, em Viseu, ingressou na carreira militar em 1963, mantendo-se no ativo até 1995. Encetou, então, a sua atividade como escritor, privilegiando o debate dos temas de defesa contemporâneos e a história militar. É autor das seguintes obras: O Exército Português na Fronteira do Futuro, As Mágoas do Império, A Espada de Dois Gumes, 1974 – Cessar-Fogo em África, O Cerco do Porto, Os Caçadores, A Dinastia de Avis e a construção da União Ibérica, Origens da Grande Guerra, A imprevidência estratégica de Salazar – Timor 1941/Angola 1961 e 25 de ABRIL – Do golpe militar à revolução na forma tentada. Para as Edições Sílabo, traduziu e prefaciou, entre outras, as três principais obras de Maquiavel (O Príncipe, Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio e A Arte da Guerra), a História da Guerra do Peloponeso, de Tucídides, Memórias Autobiográficas, de Garibaldi, e Autobiografia, de Mussolini. É membro efetivo do Conselho Científico da Comissão Portuguesa de História Militar. De 2007 a 2012, foi membro do Comité Bibliográfico da Comissão Internacional de História Militar.
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