Margarida Faro – diz-nos a sua poesia descarnada, limpa, corajosa, despida de todos os artifícios – pertence irremediavelmente ao mundo dos inconformados. Dos que se aventuram, sem bálsamo nem rede, a mergulhar no vazio da incerteza. Ao mundo da inescapável lucidez, daquela lucidez perigosa de que fala Clarice Lispector: Pois sei que – em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade – essa clareza de realidade é um risco. Margarida Faro assume o risco de ser inquieta e inquietante como um espelho que, se olhado bem de frente, nos devolve a imagem implacável do que somos. E a lucidez tem um preço alto: a solidão. É de solidão que nos falam estes quarenta e quatro poemas. Ana Vidal (excerto do prefácio)poética edições____ Mundo redondo, quadrado, limado, achatado, por que choras a toda a hora, embora haja tempo para rir? É que a Terra há tanto que gira, se mexe, se rola e se vira, e ainda não arranjou posição para lhe nascer um coração.(…) [Excerto do poema “Geometricamente”, p. 10]
| ISBN | 9789899241244 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 78 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Poética Edições |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Margarida Faro
Margarida Faro (n. 1954, Lisboa), desde que conseguiu dar sentido a duas letras seguidas, guardou em papel impressões e desabafos a que não saberia ainda dar o nome de Poesia. Secretamente, durante décadas, fê-lo para o fundo de uma gaveta, sem aspirações para lá da necessidade de registá-los. Tinha nos livros uma boa companhia, tornou-se uma leitora ávida. |


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