Não é fácil abordar-se a história de um edifício demolido há mais de 160 anos e que nos últimos largos anos de existência foi desprezado e esquecido pelos seus próprios detentores e cuidadores. O facto de ter sido implantado em tempos medievais em lugar ermo do Termo de Lisboa, à época longe da grande cidade, contribuiu também para o seu esquecimento por parte de investigadores e olisipógrafos.
No que aos aspectos arquitectónico-patrimoniais diz respeito, a sua ignorante demolição em 1858 não apagou algumas memórias e registos feitos sobre o contido templo da Ermida do Espírito Santo situado no seu antigo rocio e porventura uma das principais razões da sua formação e continuada existência.
Fala-se da história da ermida e do seu espólio, assim como na de alguns outros edifícios como o pequeno hospital/gafaria e o suposto antigo paço. Outros usos existentes nesse rocio, designadamente os ligados à taberna, ao vinho e à festa, contribuíram para as dinâmicas que durante séculos se desenvolveram na envolvente da ermida e do seu pequeno cemitério.
Trata-se de um exercício de reflexão feito no sentido de contribuir para um melhor conhecimento do núcleo antigo de Carnide, particularmente na área do património edificado, onde a Ermida do Espírito Santo foi o pretexto e a referência principal de análise.
| ISBN | 9789896587024 |
|---|---|
| Ano | 2021 |
| Número de páginas | 208 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Caleidoscópio |
| Categorias |
Livros > Artes > Arquitectura
José Silva Carvalho
“JOSÉ C.R. SILVA CARVALHOArquitecto licenciado em 1971 pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e diplomado pela mesma ESBAL em Fevereiro de 1974.Arquitecto no Secretariado das Novas Igrejas do Patriarcado (SNIP) na 1.ª metade dos anos 70.Autarca em Lisboa, na Freguesia de Carnide, eleito para o mandato de 1982 a 1985.Co-autor do GUAL – Guia Urbanístico e Arquitectónico de Lisboa, ed. AAP/Ordem dos Arquitectos 1987Membro eleito para o Conselho Directivo da AAP/Ordem dos Arquitectos, onde foi responsável pelo pelouro Lisboa/Património durante dois mandatos, entre 1987 e 1992.Convidado a formar e dirigir o Gabinete Técnico da Madragoa a partir de Janeiro de 1991, aí coordenando o Plano de Urbanização do Núcleo Histórico da Madragoa aprovado em 1997.Responsável no Município de Lisboa pela proposta e organização dos Projectos de Decisão Final para a classificação dos Imóveis de Interesse Municipal da cidade, entre 2005 e 2017.Para além de projectista, tem feito várias comunicações e artigos ligados a Lisboa, tendo ainda diversas obras publicadas sobre o património edificado da cidade.”
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