O poema épico Os Lusíadas é composto por 1102 estâncias, cada uma com oito versos decassilábicos (8816 versos). Tendo o poeta viajado pela região tropical asiática indo-pacífica, de elevada biodiversidade e rica em especiarias, o número de espécies de plantas referidas neste poema é quase o dobro do das citadas em toda a Lírica camoniana. Como Camões viajou por ilhas florestadas, n’Os Lusíadas são referidas muito mais espécies arbóreas e plantas tropicais do que na Lírica. Como a maioria dos poemas líricos foram escritos na Europa, predominam referências a plantas europeias. A Lírica camoniana (canções, éclogas, elegias, odes, redondilhas, sextinas e sonetos) é, fundamentalmente, poesia de afetos e amores, e por isso nela predominam referências a flores de plantas herbáceas. Apesar de a Lírica camoniana ter um maior número de versos (cerca de mais 20% do que o poema épico), a fitodiversidade referida na Lírica é muito menor (cerca de metade).
| ISBN | 9789892627847 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 166 |
| Capa | Cartonada |
| Editora | Imprensa da Universidade de Coimbra |
| Categorias |
Livros > Literatura > Ensaio Literário
Jorge Paiva
Nascido a 17.09.1933, em Angola, licenciado em Biologia e doutorado em Recursos Naturais e Meio Ambiente, já aposentado, foi investigador principal na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, onde leccionou algumas disciplinas; foi também professor convidado na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, e nas Universidades de Aveiro, da Madeira, Vasco da Gama (Coimbra) e Vigo (Espanha). A sua actividade científica e em defesa do meio ambiente foi já distinguida com vários prémios. Publicou trabalhos sobre filotaxonomia, palinologia, biodiversidade e ambiente. Apresentou variadas comunicações e proferiu diversas conferências em congressos e acções pedagógicas.
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