Assim que passarem cinco anos integra – ao lado de O público e da inacabada Comédia sem título – as chamadas “comédias irrepresentáveis” de Federico García Lorca (1898-1936) e testemunha a mais autêntica visão teatral do autor granadino. Na complexa rede de referências da obra estão as matrizes clássicas de um sujeito trágico que colide contra o tempo, os jogos de ilusão herdados do teatro barroco espanhol e a recusa da representação que marca as utopias estéticas do modernismo europeu. O argumento concreto desta peça de 1931 (os cinco anos da espera do protagonista pelo regresso da sua amada) é o ponto de partida para uma profunda experimentação do autor sobre os limites entre teatro e poesia, realidade e ficção, vida e morte. Numa obra de cortante acento farsesco, Lorca regressa às origens da teatralidade e conduz-nos por um labirinto textual onde perdem sentido as fronteiras entre o trágico e o cómico. No elogio do falso, encontra-se a verdade de um “teatro puro”.
| ISBN | 9789892608464 |
|---|---|
| Ano | 2014 |
| Número de páginas | 90 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Imprensa da Universidade de Coimbra |
| Categorias |
Livros > Artes > Teatro
Federico García Lorca
Poeta e dramaturgo, pertencente à geração de 27, conhecido também como músico e artista. Seus amigos incluíam intelectuais como Luis Buñuel e Salvador Dalí ou os poetas Rafael Alberti e Juan Ramón Jiménez. Depois de um período turbulento nos Estados Unidos e em Cuba, no qual escreveu notáveis poemas surrealistas, voltou a Espanha, percorrendo o país com o teatro La Barraca. Como dramaturgo, ele encontrou sucesso na tragédia. Foi baleado pelo regime de Franco nos primeiros dias da Guerra Civil, aos 38 anos. |


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