Em 2017, quando as palmeiras que adornavam os jardins de Peniche e rodeavam o Clube adoeceram, Luís de Almeida quis de algum modo perpetuar o cenário que se iria perder sem remédio. Assim, pediu ao seu amigo Carlos Tiago que fotografasse o sítio e, a partir destes registos, encomendou ao jovem arquitecto e pintor Carlos Vala uma obra pictórica que fixasse aquela imagem para a posteridade.
Concebido num estilo que faz lembrar o híper-realismo, ao quadro interpretativo foi dado o título de A última palmeira. O nível de precisão, de- talhe e fidelidade foi acentuado pelas tonalidades cromáticas que a criatividade do artista impôs à sua visão, simplificando e reduzindo as texturas, as luzes, as sombras e até as figuras humanas a uma essência que transforma a própria realidade numa espécie de alta resolução fotográfica. Luís de Almeida, conjuntamente com outros associados, assumiu depois a aquisição do quadro que ficou sendo propriedade do Clube.
Agora, foi entendido pelo grupo de trabalho que a interpretação pictórica de Carlos Vala constituiria uma adequada e sugestiva capa desta obra, o que se concretiza pela pronta disponibilidade do autor, a quem se manifesta gratidão pela “cumplicidade” que valoriza o livro.
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Assim completou e esclareceu Fernando Engenheiro (Pequena História do nascimento do Clube Recreativo Penichense, 1901) o episódio que Mariano Calado relatara (Peniche na História e na Lenda, 3.a Ed.,1984). Data fundadora do Clube Recreativo Penichense, o dia 19 de Maio foi desde então considerado como efeméride festiva e marcante, salvo em raras excepções. Porém, a alusão histórica ao episódio atrás recordado pressupõe a existência duma outra colectividade. Sabe-se hoje que esta – a Sociedade – terá as suas raízes cerca de cinco décadas antes da “fundação” do Clube. Por outro lado, o Clube Recreativo Penichense nasce estreitamente ligado a um edifício, a Sede. José Régio, um dos mais geniais literatos do nosso século XX, imortalizou uma legenda destinada à bela tapeçaria onde Portalegre foi homenageada: “A Alma do Homem é que dá Corpo à Cidade”. Parafraseando-o, bem se pode agora afirmar: “A Alma do Sócio é que dá Corpo ao Clube”.
| ISBN | 9789895666195 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 210 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Colibri |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
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