«A expressão “corações de pedra” fui buscá-la ao livro de John Maynard Keynes, As Consequências Económicas da Paz, publicado em 1919, e que é uma devastadora crítica da Conferência de Versalhes e do Tratado que ela produziu, impondo à Alemanha derrotada na Grande Guerra “cláusulas de reparação” terrivelmente punitivas e humilhantes, manifestamente impossíveis de cumprir. Keynes prognosticou, com enorme lucidez, as desastrosas consequências de uma austeridade cega e brutal, que provoca a pobreza e o caos social e ameaça destruir o que também ele designava por civilização europeia. A política posta em prática por corações de pedra é, acima de tudo, estúpida e criminosa. É preciso travá-la!»
O ideal neoliberal que, sub-repticiamente, se imiscuiu no universo político, encontra-se hoje amplamente disseminado nos governos dos principais países e instituições europeias, em clamoroso prejuízo da Democracia. Alfredo Barroso, voz de rigor da análise política nacional e internacional, traça o roteiro ideológico e político que transformou não só Portugal como também a Europa numa base de operações de mercado ao serviço dos interesses da alta finança europeia e mundial. Um livro que é uma denúncia mas também um apelo à alternativa.
«É urgente lutar pela transformação de uma “Europa dos bancos e dos banqueiros, dos empresários e dos patrões” – como lhe chamava Bordieu – numa Europa dos cidadãos e da soberania popular, que reabilite os valores da democracia e dos direitos humanos, do trabalho e da coesão social, do conhecimento e da cultura. Trata-se de rejeitar o modelo autoritário e tecnocrático que tem sido imposto pela ortodoxia neoliberal e reabilitar o ideal pluralista e participado da política. Trata-se de provar que há alternativas e que elas fazem todo o sentido.»
| ISBN | 9789720041081 |
|---|---|
| Ano | 2017 |
| Editora | Porto Editora |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Ciência Política
Alfredo Barroso
Alfredo José Somera Simões Barroso nasceu em Roma em 21 de Janeiro de 1945. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (1968). Dirigente das Associações de Estudantes. Colaborador da revista “O Tempo e o Modo”(1968-1969) e jornalista profissional, redactor dos jornais“Capital”e “O Século”(1969-1974). |


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