Todas as economias seriam mais vibrantes e competitivas se as vidas das mulheres se parecessem mais com as dos homens, afirmava um preeminente economista dinamarquês em 2020. Emma Holten discorda naturalmente desta afirmação – e explica porquê.
Em todos os modelos económicos modernos, as mulheres são descartadas como «défice». O tempo e energia exigidos pelo trabalho de cuidado aos outros – às crianças, aos mais velhos, aos doentes, à manutenção do lar e da família, da estrutura que assegura as condições para o “trabalho produtivo”, portanto – são considerados um dreno para a economia, por se considerar que não geram riqueza. Contudo, ao contrário do que preconizam os economistas, o seu valor é bastante mensurável – e oneroso, em particular para as mulheres, que tradicionalmente o cumprem sem qualquer compensação. A riqueza monetária sem precedentes que observamos no mundo fez-se à custa de danos sociais profundos que nos lesam a todos.
Neste livro, Emma Holten perpassa várias correntes de pensamento económico para mostrar como as conceções de valor dominantes ignoraram deliberadamente o trabalho de reprodução social, por não conseguirem integrá-lo numa lógica de produtividade. Sem este labor, a sociedade colapsaria. Se lhe atribuirmos o devido valor, porém, toda a teoria económica terá de ser revista. Descobrir a grande falácia nos modelos económicos tem o potencial de gerar a maior e mais inesperada revolução.
| ISBN | 9789895895908 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 240 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Penguin PT |
| Coleção | Objectivamente |
| Categorias |
Livros > Literatura > Ensaio Literário
Emma Holten
Emma Holten é ativista feminista e consultora de políticas de género. Em 2014, criou o projeto CONSENT para sensibilizar para os perigos da violência sexual digital. Trabalhou com o fórum de especialistas do Instituto Europeu para a Igualdade de Género como especialista em Economia Feminista, e na comissão consultiva de direitos das mulheres do Observatório de Direitos Humanos. Em 2023, foi nomeada pelo governo dinamarquês conselheira da investigação sobre poder na Dinamarca. É formada em Culturas Modernas e traduziu Chris Kraus e Silvia Federici. Vive em Copenhaga. “Défice” é o seu primeiro livro. |


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