Matamos Stella reúne a melhor ficção breve de Marlen Haushofer. Perfeita amostra dos temas obsidiantes na obra da autora — a hipocrisia social («Tarte crumble e café com leite»), vidas encurraladas («I’ll be glad when you’re dead»), crueldades impossíveis («Miúdos»), traumas da guerra («Uma Lealdade Terrível» e «Os Willows») —, abre com a novela cativante sobre culpa sem possibilidade de perdão que dá o título a este volume. «Matamos Stella» (1958) é a confissão de uma mulher cuja vida é perturbada pela chegada de uma jovem ao seio familiar. Entre o fascínio e a repulsa, esboça-se um crime colectivo, um retrato claustrofóbico de um matrimónio e, acima de tudo, uma alegoria sobre a passividade opressiva e letal numa sociedade de aparências.
«Um livro que aborda o horror quotidiano da família heterossexual, a sua violência e a perversidade das suas relações.»
Asymptote
«Matamos Stella» revela-se um conto cada vez maismisterioso à medida que progride. O equivalente literárioa uma súbita imersão em águas geladas — lancinante,revelador.
New York Times
| ISBN | 9789726084907 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 224 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Antígona |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Marlen Haushofer
Depois de uma infância idílica no Norte da Áustria — cujas paisagens eternizaria neste livro —, Marlen Haushofer (1920–1970) estudou Filosofia e Literatura em Viena e Graz. Viveu dividida entre as aspirações literárias e uma invisibilidade deliberada, a escrita como missão e a «frieza gélida da alma pequeno-burguesa» (Klaus Antes), que dominava a sua vida familiar. Autora que nunca quis notoriedade, recebeu o Prémio Arthur Schnitzler e, em 1968, o Grande Prémio de Literatura da Áustria. Influência para Elfriede Jelinek, que lhe dedicaria uma das suas peças, escreveu contos e romances, entre os quais A Parede (1963), a sua obra-prima, e A Mansarda (1969), habitados por heroínas inesquecíveis. |


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