Escrever um poema não é bordar uma toalha de mesa e dar um título à tua tragédia apenas evidenciará o óbvio.
A verdade:
ninguém quer saber do escuro ou dos esqueletos que dançam nos cantos da casa. O melhor será varrer os despojos para debaixo do tapete: alfinetes, vozes de crianças, flores de compaixão que sabem a chamas. Ninguém os verá, mas tu sabes que os fantasmas estão ali, cobertos por fatiotas de ironia. E no apogeu da festa, tocar pequenos clarins de dor para anotar na consciência uma doce tristeza na medida justa.
Amanhã é um outro dia que não vai chegar.
É preciso preservar o manuscrito ainda inédito.
| ISBN | 9789897557446 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 72 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Húmus |
| Coleção | 12catorzebold |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Adília César
Adília César nasceu em Lagos, Portugal. É docente e formadora no âmbito da Didática das Expressões Artísticas, sendo Mestre em Teatro e Educação pela Universidade do Algarve. Tem colaborações dispersas em antologias e revistas literárias, entre as quais: Nova Águia, Eufeme, Piolho, Estupida, Enfermaria 6, Nervo, Caliban, Pa_lavra, Palavra Comum, Tlön, conversos, Chicos e Revista Athena, além de ensaios e artigos de opinião. Publicou livros de poesia: O que se ergue do fogo (Lua de Marfim, 2016); Lugar-Corpo (Eufeme, 2017); O Tempo O Tempo (Eufeme, 2019); Uma agulha no coração (Urutau, 2020). É cofundadora do projeto literário LÓGOS – Biblioteca do Tempo.
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