O lendário jornalista australiano Wilfred Burchett estava em Paris no dia 25 de abril de 1974. Um dia depois, Burchett apanha o primeiro avião para Lisboa para vir testemunhar em primeira mão o golpe de Estado militar que pôs fim à ditadura autoritária e instaurou a democracia em Portugal. “O Golpe dos Capitães” é a narrativa pungente dos acontecimentos do primeiro ano após a «Revolução dos Cravos» até à crise de 25 de novembro de 1975, que o autor acompanhou de muito perto. Ao contrário de outros jornalistas internacionais, Wilfred Burchett não se cingiu ao conforto do hotel Tivoli, optando antes por percorrer o país de lés-a-lés, auscultando-o onde mais pulsava e recolhendo depoimentos tanto de responsáveis políticos e militares como das pessoas comuns. Burchett ouviu ainda as histórias das vítimas da repressão da PIDE. Relatos íntimos sobre a tortura, a prisão, a perseguição e a espionagem constante a que a maioria da população foi sujeita durante quase 50 anos são aqui revelados em toda a sua crueza.
| ISBN | 9789724429243 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 348 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Edições 70 |
| Coleção | História Narrativa |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
Wilfred Burchett
Wilfred Burchett (1911-1983) foi um jornalista australiano descrito como «um dos mais importantes do século XX». Foi o primeiro repórter ocidental a entrar em Hiroshima após o lançamento da bomba atómica. Os seus relatos sobre a «peste atómica» (envenenamento por radiação) provocaram veementes desmentidos por parte dos militares norte-americanos e catapultaram-no para a notoriedade internacional. Socialista declarado, narrava as suas histórias de uma perspetiva não ocidental. As reportagens que fez na Rússia, no Vietname, na Coreia, em Portugal e em Angola tornaram-se referências para outros jornalistas. O seu trabalho demonstra um conhecimento profundo dos processos revolucionários modernos, o que o coloca entre as figuras de maior impacto do jornalismo político da geração da Guerra Fria. As suas reportagens inspiraram movimentos pacifistas e de oposição um pouco por todo o mundo. |


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