«Fica o imenso mar, o eterno e amado mar com a água da manhã cheia de estrelas que saltitam pela generosidade do sol que sobre ela resplandeceu. Fica o céu azul, limpo e reconfortante, para incentivar o olhar, concedendo-lhe a nitidez que permite nomear o que é visível. Fica o vento e o aroma, o suave canto dos pássaros trazido com eles. Distantes, tornam-se próximos porque o silêncio existe, o silêncio que nasce de dia e se afirma nessa afável sonoridade que alastra pelos campos, como se fosse uma maré cheia mas tranquila, subindo os outeiros até ao único céu conhecido, aquele que fecha sem fechar o nosso pequeno mundo. Este livro não é uma ficção filosófica, embora contenha alguns dos seus principais ingredientes: uma narrativa – nem linear nem mundana – e um discurso reflexivo. Também não é um conjunto de fragmentos ensaísticos, ainda que nele se procure rondar ou sondar, de modo oblíquo ou frontal, ideias que têm ocupado a Filosofia e a Religião como o mal, o silêncio ou a natureza. Tão pouco se pode classificar o texto como diarístico, apesar de comunicar impressões pessoalíssimas e relatar situações que se inscrevem na vida real e concreta do seu autor. (…)»
[Luís Cabanejo]| ISBN | 9789895660315 |
|---|---|
| Ano | 2021 |
| Número de páginas | 100 |
| Editora | Colibri |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
António Júlio Rebelo
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