Michel é um funcionário público parisiense, solteiro, quarentão, cínico e apático. A morte do pai converte-o, do dia para a noite, em herdeiro de uma fortuna que lhe permitirá viver comodamente sem precisar de trabalhar. Decide então partir de férias para a Tailândia, empenhado em esquecer tudo e mergulhar numa miríade de prazeres exóticos. No oásis mundial do turismo sexual, conhece Valérie, quadro de uma agência de viagens. É uma mulher capaz de sentir prazer, não tem pudor de viver os seus desejos, e Michel vive com ela uma relação de imprevista intensidade.
Regressado a Paris, decide criar com Valérie uma rede mundial de colónias de férias em que o sexo livre seja o lema, e o corpo a moeda de troca. O sucesso é imediato. Mas a tragédia está a um passo de distância.
Neste seu terceiro romance, Michel Houellebecq, autor incontornável das letras francesas, faz uma reflexão implacável sobre a hipocrisia e a pretensa superioridade da civilização ocidental, com os seus seres desencantados e perversos. Um livro tão amargo quanto divertido, que releva o lugar do escritor francês como um dos mais lúcidos pensadores do nosso tempo.
| ISBN | 9789897842115 |
|---|---|
| Ano | 2021 |
| Número de páginas | 384 |
| Editora | Alfaguara |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Michel Houellebecq
Michel Houellebecq é um escritor francês nascido na ilha de Reunião em 1956. Escreveu e publicou vários romances e obras de poesia. Entre os romances contam-se Extensão do domínio da luta (Alfaguara, 2016), Lanzarote (Alfaguara, 2017), Partículas elementares, Plataforma, A possibilidade de uma ilha (Alfaguara, 2018), O mapa e o território (Alfaguara, 2011) e Submissão (Alfaguara, 2015). Os seus livros estão traduzidos em mais de quarenta línguas. Venceu, entre outros, o Prémio Novembre, em 1998, e o Prémio Impac Dublin, em 2002. Com A possibilidade de uma ilha venceu o Prémio Interallié e foi finalista do Prémio Goncourt. O prestigiado Prémio Goncourt foi-lhe atribuído em 2010 pelo romance O mapa e o território. Em 2019, ano em que viu editado Serotonina, foi-lhe atribuída a Legião de Honra. |


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