Reunida num só volume, como um monumento, a poesia de Jorge Luis Borges é um legado de beleza para a eternidade.
É um equívoco pensar em Jorge Luis Borges sobretudo como narrador, ensaísta e prosador; ao longo de toda a sua vida, desde o primeiro livro, foi um grande e insistente poeta.
Construída com sabedoria, clareza, elegância clássica e rigor formal, a sua poesia é um monumento da literatura, uma espécie de música que passa do fascínio pela tradição e pela filosofia para a cifra de uma ordem obscura do mundo e – finalmente – para o nó decisivo da sua obra. É nessa poesia que assentam os pilares do seu legado: os livros, a memória dos labirintos, os espelhos, o amor, a cegueira, as cosmogonias dispersas, o mar, as cidades e a eternidade dos grandes textos lidoscomo elementos de salvação.
De Fervor de Buenos Aires (1923), sua primeira recolha de poemas, até Os Conjurados (1985), passando por O Fazedor (1960), Elogio da Sombra (1969) ou A Rosa Profunda (1975), a obra poética de Jorge Luis Borges é um extraordinário legado de beleza que este volume reúne na sua totalidade.
| ISBN | 9789897228513 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 624 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Quetzal |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Jorge Luis Borges
Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires, em 1899. Cresceu no bairro de Palermo, «num jardim, por detrás de uma grade com lanças, e numa biblioteca de ilimitados livros ingleses». Em 1914 viajou com a família pela Europa, acabando por se instalar em Bruxelas, e posteriormente em Maiorca, Sevilha e Madrid. Regressado a Buenos Aires, em 1921, Borges começou a participar ativamente na vida cultural argentina. Em 1923, publicou o seu primeiro livro – Fervor de Buenos Aires –, mas o reconhecimento internacional só chegou em 1961, com o Prémio Formentor, seguido por inúmeros outros. A par da poesia, Borges escreveu ficção (é sem dúvida um dos nomes maiores do conto ou da narrativa breve), crítica e ensaio, géneros que praticou com grande originalidade e lucidez. A sua obra é como o labirinto de uma enorme biblioteca, uma construção fantástica e metafísica que cruza todos os saberes e os grandes temas universais: o tempo, «eu e o outro», Deus, o infinito, o sonho, as literaturas perdidas, a eternidade – e os autores que deixam a sua marca. Foi professor de literatura e dirigiu a Biblioteca Nacional de Buenos Aires entre 1955 e 1973. Morreu em Genebra, em junho de 1986. |


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