Sol e Açopode ser lido como o relato de como um rapaz frágil e livresco descobriu a importância do seu próprio ser físico; o “sol e o aço” do título são, eles próprios, símbolos, respectivamente, do culto do ar livre e dos pesos utilizados no culturismo. Trata-se também de uma reflexão sobre a relação entre a acção e a arte, e em particular sobre a sua própria arte.
Num plano mais pessoal, é o relato da busca de identidade e de integração, demonstrando como uma preocupação intensamente individual pode ser desenvolvida até se tornar numa filosofia de vida.
A confissão e a auto-análise, a filosofia e a poesia combinam-se, no final, para criar algo que é, em si mesmo, perfeito e auto-suficiente, uma obra literária tão cuidadosamente construída como os romances de Mishima e que, simultaneamente, fornece uma chave indispensável para a compreensão desses romances enquanto arte.
O livro funciona também como um precursor do suicídio dramático de Mishima em 1970, espelhando a sua crença na realização trágica e no ethos do guerreiro.
A sua vida e a sua obra confrontam-se frequentemente com conceitos como a honra, a revolta e a interacção entre o erotismo e a violência.
| ISBN | 9786120029305 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 108 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Traça |
| Categorias |
Livros > Literatura
Yukio Mishima
Yukio Mishima, novelista e dramaturgo, pseudónimo de Kimitake Hiraoka, nasceu em Tóquio em 1925 e suicidou-se de forma mediática, praticando o ritual japonês seppuku, a 25 de novembro de 1970, manifestando assim a sua discordância perante o abandono das tradições japonesas e a aceitação acrítica de modelos consumistas ocidentais. O idealismo que enforma a sua obra e conduzirá a sua vida está enraizado no tradicionalismo militar e espiritual dos samurais, e a sua conceção da arte liga-se a um elevado culto da alma e do corpo. Mishima é um dos mais conhecidos escritores japoneses, várias vezes apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura, e autor de obras inesquecíveis como Confissões de Uma Máscara (1948), O Templo Dourado (1956) ou O Marinheiro Que Perdeu as Graças do Mar(1963). |


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