Ciente de que no mundo maquinal há ainda lugar para a lição de Caeiro (o poema em prosa “Unhais” é um eco desse magistério), Guilherme Guerra lembra-nos de algo muito simples e concreto: a poesia é o dínamo da imaginação. Melhor: é a imaginação reencarnada, como o poema é esse “mecanismo celular”, arte que se faz “para [se] ser rocha bem funda e árvore completa”, assumindo, tant bien que mal, que a ambivalência própria do mundo é, afinal, a ambivalência constitutiva do poema. Por isso a multiplicidade de formas, a heteróclita rede de temas e motivos num poeta que, aos vinte anos, vem dizer-nos “Posso ler-te poesia?”.
Do prefácio de António Carlos Corte
| ISBN | 9789897558191 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 98 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Húmus |
| Coleção | 12catorzeestreia |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Luís Guilherme Lidon Guerra
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