Oecusse – enclave pertencente a Timor-Leste situado na parte ocidental da ilha é um dos treze municípios do país e o único que se encontra isolado, rodeado de território indonésio. Oecusse significa “bilha de água” (oe, “água” e Kusi, “bilha”, pote. Semelhante a uma pequena tigela de terra, cozida pelo sol, terracota – do particípio passado latino cocta, que veio a ser cotta/coita, como em biscoito, “duas vezes cozido”, para se conservar durante as longas viagens marítimas.
Nesta antologia encontram-se reunidos contos, lendas e fábulas pertencentes à riquíssima literatura de tradição oral timorense. O trabalho de pesquisa e compilação é da responsabilidade de Anabela Leal de Barros, que também assina a introdução do livro.
“Amanhã talvez seja tarde para reunir o valioso tesouro de lendas timorenses, filhas da imaginação de homens de outros tempos, anteriores àqueles em que a estas remotas praias aproaram as naus que traziam o fermento de profundas transformações…” Ezequiel Enes Pascoal in “A alma de Timor vista na sua fantasia”
| ISBN | 9789893543436 |
|---|---|
| Ano | 2023 |
| Número de páginas | 354 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Grão-Falar |
| Categorias |
Livros > Literatura
Anabela Leal de Barros
Anabela Leal de Barros nasceu em Vila Real em 1967. É professora no Departamento de Estudos Portugueses e Lusófonos da Universidade do Minho e investigadora do Centro de Estudos Humanísticos, desde 1995. De 1991 a 1995 foi professora na Universidade de Macau, Instituto de Estudos Portugueses. Doutorou-se em Linguística Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2008), sendo Mestre em Linguística Histórica, Linguística Românica e Crítica Textual pela mesma instituição (2000). Desenvolve a sua investigação e leccionação no âmbito da Linguística Histórica, História da Língua Portuguesa, Filologia, Ecdótica e Linguística Aplicada, áreas a que se reporta a maior parte dos livros e artigos científicos que tem publicado. Dedica-se à edição e estudo da poesia barroca portuguesa com base na tradição manuscrita, bem como de códices de épocas e âmbitos diversos, em particular da História da Alimentação, Medicina, Música, Direito e Economia; da Arqueologia da Paisagem; da Historiografia Linguística e da Linguística Missionária. Para além da tradição manuscrita, entrega-se desde 2002 à recolha e edição da literatura timorense de tradição oral e ao estudo diacrónico do português timorense, tendo já publicados sete livros de contos e lendas de Timor-Leste. |


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