A maioria de nós acredita que a historiografia nasça da análise do passado, baseada nos dados disponíveis. Mas a historiografia, e nomeadamente a destinada à divulgação, costuma ser a expressão, mais ou menos evidente, da ideologia e do contexto do autor, não o “resultado asséptico” da análise “científica”. Os momentos do passado que a historiografia escolhe para a sua análise e os silêncios que pesam sobre outros momentos são, em grande medida, tão significativos como a elaboração de um discurso ideologicamente marcado. A historiografia é feita por pessoas com ideologia e contextos que forçam a determinadas escolhas. Não existe a historiografia neutral. Elabora-se na procura duma explicação ou justificação para o presente e, mesmo, para o futuro. Nos países sem estado, a tónica geral é o silêncio ou, no melhor dos casos, a história costuma estar submetida à interpretação doutros, moldada ao discurso oficial. O caso galego é paradigmático duma historiografia submetida a um projeto alheio que nos nega. Os silêncios interesseiros, as meias-verdades e as mentiras no relato, desarticulado, da nossa história vêm de longe, como a leitora poderá ver neste livro. Eis o motivo de uma outra entrega de historiografia, com uma análise e centrada no nosso contexto histórico, útil para rever o que fomos e somos.
| ISBN | 9788410491038 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 212 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Através Editora |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Henrique Egea
Henrique Egea (1963) é licenciado em Filologia Clássica pela Universidade de Compostela, foi professor de Língua em Ponte Vedra durante mais de 30 anos. Interessado desde a juventude na história da Galiza, especialmente a medieval, dedicou boa parte do seu tempo ao estudo das fontes e, como consequência, apercebeu-se de várias incongruências no relato oficial. Resultante deste labor, além de diversas colaborações na revista digital Terra e Tempo, publicou, em parceria, 40 datas que zeram a História da Galiza (Através, 2019) e Todas mortas e (quase) esquecidas (Através, 2020), e, em solitário, Remover Roma por Santiago (Igalhis, 2022). |


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