Crónica da formação de um rebelde e de uma vida moldada pela escola do mundo, Caminhos da Insubmissão (2025) é uma aventura que atravessa décadas e continentes, avessa à linearidade e ao conformismo. Fundindo memórias íntimas, a atmosfera pesada dos últimos anos do salazarismo e as grandes convulsões da segunda metade do século XX, acompanhamos o percurso de Jorge Valadas e as dores do exílio, a escolha intransigente de um caminho de liberdade que o leva do Maio de 68 aos protestos contra a Guerra do Vietname em Nova Iorque e à Revolução dos Cravos.
De Paris em pleno Maio de 68 e de Nova Iorque a ferroe fogo contra a Guerra do Vietname à Revolução de Abrilem Lisboa, este livro é a busca do sentido da existêncianum mundo tantas vezes hostil aos valores do humano,mas onde, «graças à insubmissão, a humanidadeconsegue por vezes impor-se ao ignóbil».
| ISBN | 9789726084990 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 208 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Antígona |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Biografias
Jorge Valadas
Activista, autor libertário e figura tutelar do meio anarquista francês contemporâneo, Jorge Valadas (Lisboa, n. 1945) entrou com dezoito anos na Escola Naval para logo descobrir que tinha batido à porta errada. Desertor em 1967, viveu em França e nos Estados Unidos. Foi electricista em Paris — ofício manual que não lhe comprometia a independência crítica — e integrou o núcleo dos Cadernos de Circunstância (1969-71). Colaborou no jornal Combate nos anos 70 e escreve actualmente no Mapa. Destacam-se na sua obra O Tigre de Papel (1972), sobre o capitalismo de Estado na China, e A Memória e o Fogo (2006), inquietas reflexões de veia libertária. Sob o pseudónimo Charles Reeve — homenagem a um emigrante escocês e sindicalista-revolucionário condenado em 1916, em Sydney, a dez anos de degredo por sabotar o «esforço de guerra» —, escreveu O Socialismo Selvagem (2018), ensaio documental que revisita séculos de contestação social. |


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