Em “Contra Corvos”, Elisa Costa Pinto escreve a partir de um lugar de atenção ao mundo, à memória, ao corpo ferido do presente. Os poemas nascem do confronto entre a beleza persistente da paisagem, da infância, da arte, e a sombra que atravessa o nosso tempo: a guerra, a violência, o apagamento, a perda. Entre aves, árvores, cidades, mães, casas e imagens da história da arte, a voz poética recusa a indiferença. Cada poema é um gesto de vigília, um modo de “lavar os olhos” sem os fechar ao horror. A palavra torna-se um lugar de resistência ética, mas também de ternura, de escuta, de reparação do possível. Estruturado em quatro movimentos – Contra Corvos, Irmã de Ícaro, Tempus Fugit e Ut Pictura Poesis -, este livro constrói um diálogo intenso entre poesia, pintura, memória individual e responsabilidade colectiva. Contra os corvos que bicam os olhos do mundo, estes poemas insistem na luz, mesmo quando frágil, mesmo quando ameaçada. Este é um livro de maturidade poética, onde a linguagem clara e rigorosa sustém uma das perguntas centrais do nosso tempo: como continuar a ver, a sentir e a dizer, sem ceder ao silêncio cúmplice.
| ISBN | 9789899265448 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 116 |
| Capa | Brochada |
| Editora | The Poets and Dragons Society |
| Coleção | Dark Matter |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Elisa Costa Pinto
Elisa Costa Pinto nasceu em Vila Nova de Tazem, concelho de Gouveia. Fez a licenciatura em Literaturas Românicas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi professora de Português e de Literatura Portuguesa e é autora de três dezenas de manuais de grande divulgação com os títulos ‘Sinais’, Signos’ e ‘Plural’. Tem desenvolvido projectos de promoção da leitura, publicado ensaio, crítica literária, contos e poesia, em jornais, revistas, livros e outros suportes e participado regularmente em conferências, congressos e debates, no âmbito da Literatura e da Educação Literária. É membro da Sociedade Portuguesa de Autores e da Associação Portuguesa dos Críticos Literários. |


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