Entre os prazeres intelectuais da experiência humana, poucos são os que se equiparam ao prazer do livro e da leitura. Transporta-nos para um mundo sem tempo, no qual podemos observar, sentir, aprender, tudo o que de melhor o género humano alguma vez pensou, sentiu, sonhou. É um mundo dotado de um fascínio permanente, que nos abre o passado e que nos ali- menta e interpela no presente e nas nossas conjecturas sobre o futuro. Este livro é uma lição de erudição e de saber imenso. É uma viagem pela vida intelectual de dois renomados estudiosos e académicos, José V. de Pina Martins e Aires A. Nascimento, um mais dedicado aos primórdios do livro impresso e a autores do Renascimento, outro ao livro manuscrito e a autores medievais, que partilham da paixão pelo livro e a sua materialidade, bem como pela leitura dos clássicos, lenta, interiorizada, reflectida, no fundo, fonte de prazer supremo e de liberdade.
[PAULO FARMHOUSE ALBERTO] ***Como professor e filólogo que é, Aires Nascimento dilucida questões levantadas pelas obras que vai referindo, discute lições, clarifica leituras, transcreve documentos. O livro torna-se assim um verdadeiro manancial de informação. Debate ao pormenor, por exemplo, a edição facsimilada de Vicentius, levita et martyr de André de Resende, publicada por Pina Martins em Paris, em 1981, abordando diversos aspectos de crítica literária e cultural, incluindo o da qualidade textual do modelo usado (o impresso saído em Lisboa, em 1545, da oficina de Luís Rodrigues).
| ISBN | 9789895664566 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 202 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Colibri |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
Aires A. Nascimento
Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Letras de Lis- boa e Sócio de várias Academias Científicas (ACL, APH, entre as nacionais, e outras do estrangeiro) acrescenta aqui ao seu largo currículo científico esta obra hagiográfica dedicada a João de Deus, o santo da acção hospitalar. Com ela associa-se ao 450o aniversário da aprovação da Fraternidade Hospitalar dos Irmãos de S. João de Deus e presta homenagem aos profissionais e curadores da saúde, destacando a novidade da acção do santo português que, nascido em Montemor-o-Novo, se dedicou inteiramente a cuidar dos doentes, em Granada, onde faleceu com 55 anos de idade, em 1550. Conseguiu ele fundar um Hospital próprio que entregou ao cuidado de amigos. Hoje reconhecemos a sua dedicação aos doentes, transformando os cuidados que lhes eram prestados e dando atenção particular aos doentes mais profundos. |


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