Leonora Carrington, autora surrealista mais mexicana que inglesa, de um México que lhe abriu as portas ao que a tantos passava por insanidade e era só criatividade. Tem quadros nos principais museus do mundo e uma obra escrita bem mais discreta no que toca a escaparates mas igualmente genial e criativa.
Este livro, memória autobiográfica, fala-nos de uma estadia num hospital psiquiátrico em Santander, Espanha, após a II Guerra Mundial e após prisão do amante Max Ernst com quem vivia em França, e é um livro que trabalha a memória enquanto criadora de realidades não palpáveis. Enquanto estava internada foi submetida a experiências médicas terríveis. Ao recordá-las, a sua mente produz uma intensa mutação de um real que nada interessa para a história. Interessa sim perceber esta passagem no início da vida adulta da Carrington e de que forma isso mudou para sempre a sua forma surrealista de ser e criar, sem barreiras. Viveu quase cem anos, livre, absolutamente livre. Neste livro vemos uma primeira forma dessa liberdade, em memórias de cativeiro.
| ISBN | 9786120013212 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 168 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Snob |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Leonora Carrington
Leonora Carrington (1917-2011) arruinou os sonhos da família, que a queria debutante numa Londres cinzenta, para abraçar a vida mais colorida dos surrealistas de Paris. Fugiu da França ocupada e travou uma luta inglória para salvar da prisão o seu amante, Max Ernst. Internada num hospício espanhol, descreveria esta experiência no livro Em Baixo (1988). Foi no México que encontrou refúgio duradouro e ambiente propício para a sua imaginação prodigiosa. Uma das últimas surrealistas, dedicou-se à pintura, à escrita e à escultura até à sua morte, legando-nos uma obra visionária e plena de criatividade. |


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