Ao votar num Partido tem que se saber o que é que os deputados vão decidir em questões de importância superlativa e não dar um cheque em branco em temas não discutidos e ausentes dos programas dos maiores partidos. Não é saudável para a democracia que decisões com tremendas consequências – acabar com vidas humanas – mudem em menos de dois anos em função de maiorias sempre conjunturais.
A maioria da Assembleia da República tem legitimidade formal mas não substancial: não tem mandato nem delegação para decidir sobre uma questão de vida e morte. Seria, nisto, uma AR representativa (formalmente) a praticar um acto não representativo (eticamente).
O recurso ao referendo, precedido de séria e ampla mobilização e discussão pelos cidadãos, é a única saída aceitável nas circunstâncias actuais e concretas.
| ISBN | 9789722130332 |
|---|---|
| Ano | 2010 |
| Número de páginas | 88 |
| Capa | Brochado |
| Editora | Editorial Caminho |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Ciência Política
Miguel Oliveira da Silva
Miguel Oliveira da Silva é médico, obstetra-ginecologista no Hospital de Santa Maria e Professor Catedrático de Ética Médica na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL). Foi o primeiro Presidente eleito do Conselho de Nacional Ética para as Ciências da Vida (2009-2015), vice-presidente eleito do Departamento de Bioética do Conselho da Europa (2018-2019), presidente do Conselho Pedagógico da FMUL (2009-2015), Director Clínico do Hospital de Santa Maria (2014-2015) e recebeu a Medalha de Ouro do Ministério da Saúde em 2014. Está desde 2005 na Consulta Pré-Natal do Hospital de Santa Maria e fez a consulta de ginecologia de adolescentes entre 2003 e 2019. É autor de dezenas de artigos e de diversos livros sobre questões de Obstetrícia, Ginecologia, sexualidade humana e Ética Médica. |


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