Terá Maquiavel fundado a análise da política moderna? E terá também Maquiavel estabelecido, de um modo eficaz e duradoiro, as próprias regras da comunicação política moderna? A possibilidade de uma resposta positiva a estas duas perguntas obriga a uma reflexão sobre o significado político do chamado «maquiavelismo» na contemporaneidade. E uma tal reflexão é tanto mais necessária quanto mais o controlo político da comunicação é hoje um assunto de agenda, um assunto suficientemente sério para que possa ser entregue, sem mais, nas mãos apenas dos seus profissionais tanto nos profissionais da política como nos profissionais da comunicação política. Mas o que é, afinal, o «maquiavelismo» senão um termo com um significado eminentemente flutuante, cujo sentido varia de acordo com os interesses e as inimizades de quem ocasionalmente o usa como arma de arremesso político?
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| ISBN | 9789724047379 |
|---|---|
| Ano | 2012 |
| Número de páginas | 208 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Almedina |
| Coleção | Fora de Coleção |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Ciência Política
António Bento
É doutor pela Universidade da Beira Interior (UBI).É membro do Instituto de Filosofia Prática (IFP) e do Centro de Estudos Judaicos (CEJ), ambos funcionando na UBI. É membro do «editorial board» da revista machiavelli and machiavellism integrada no «Progetto Hypermachiavellism ». A sua investigação centra-se nas áreas da Teoria Política, da Filosofia Política e dos Estudos Judaicos.Publicou vários artigos em revistas científicas e em obras colectivas, nacionais e internacionais. Em colaboração com Rui Bertrand Romão, organizou e editou guerra, filosofia e política (Covilhã, UBI, 2008). Organizou maquiavel e o maquiavelismo (Almedina, 2012).
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