«Tété-Michel, um jovem negro, filho de uma família tradicional africana, com oito mães, as oito esposas do progenitor, nascido num bairro periférico da cidade de Lomé, fez-se a si próprio descobridor. O esquimó africano, como foi cognominado num documentário que a BBC lhe dedicou, rompeu com uma trágica sina secular, fugindo de casa aos 16 anos [em 1958], para só regressar aos 27. O Africano da Gronelândia é, a vários títulos, um livro como nenhum outro. A minúcia colocada na observação do quotidiano (as viagens de trenó, a caça às focas, a aurora boreal) e o detalhe com que Tété-Michel descreve a forma como se integrou numa sociedade radicalmente diferente daquela de onde veio (com a troca de casais à vista de todos, a prática do sexo na presença dos filhos, o problema do alcoolismo) fazem-nos descobrir como o mundo pode ainda ser um lugar surpreendente.»
Carlos Vaz Marques, prefácio
| ISBN | 9789895950836 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 360 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Tinta da China |
| Categorias |
Livros > Literatura
Tété-Michel Kpomassie
Tété‑Michel Kpomassie nasceu no Togo em 1941, numa extensa família tradicional mina. Recebeu instrução primária ainda sob o regime colonial francês e ajudava ao sustento da casa em incursões aos coqueirais para apanha de fibras e fruta. Foi numa dessas incursões que um aterrorizador encontro com uma serpente o deixou às portas da morte. Recuperando a custo, a família associou a sua salvação ao deus Píton e determinou que, assim a saúde o permitisse, a sua vida seria dedicada ao sacerdócio da serpente. |


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