Os textos que esta antologia inédita recupera, “totalmente empenhados e totalmente livres”, foram publicados em Les Temps Modernes, revista que Sartre e Beauvoir fundaram em 1945. Neles, a autora reivindica-se solidária das circunstâncias em que intervém, e faz dessa solidariedade uma ocasião e um objecto de pensamento.
“O homem procura sempre o seu próprio interesse”, “A natureza humana nunca mudará”, “Longe da vista, longe do coração”, “Ninguém dá nada a ninguém”, “Enquanto se é novo, é tudo muito bonito”, “Não andamos cá para nos divertirmos”…
Estes lugares comuns, estes dados adquiridos que constituem a sabedoria das nações, exprimem uma visão do mundo incoerente, cínica e omnipresente, que é preciso pôr em causa. É em nome deles, com efeito, que se censura ao existencialismo oferecer ao homem uma imagem de si próprio e da sua condição, determinada a desesperá-lo. Contudo, e bem pelo contrário, esta filosofia quer convencê-lo a recusar as consolações da mentira e da resignação: confia no homem.
| ISBN | 9789899131118 |
|---|---|
| Ano | 2023 |
| Número de páginas | 91 |
| Capa | Brochada |
| Editora | A Bela e o Monstro |
| Coleção | Utopia e Conhecimento II |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
Simone de Beauvoir
Simone de Beauvoir nasceu em Paris, em 1908. Estudou Filosofia na Sorbonne, onde conheceu Sartre, companheiro de toda a vida e com quem viveu uma relação célebre pelos seus padrões de abertura e honestidade. No final da Segunda Guerra Mundial, editou a revista política Les Temps Modernes, fundada por Sartre e Merleau-Ponty, entre outros. Foi ativista no movimento francês de emancipação das mulheres, nos anos de 1970, e serviu de modelo e de influência aos movimentos feministas posteriores. Simone de Beauvoir ganhou o Prémio Goncourt em 1954 com Os Mandarins. Morreu em Paris, em 1986. |


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