O primeiro livro de Nietzsche é também a mais bela e a mais desconcertante das suas obras. Inspirado pela visão trágica da vida de Schopenhauer e pela música de Wagner, Nietzsche propõe-se mostrar como nasceu a tragédia ática, como evoluiu a partir da manifestação puramente religiosa que esteve na sua origem e, por fim, como declinou sob a influência da racionalidade socrática. Ao fazê-lo, esboça uma metafísica da arte centrada na tensão entre as forças dionisíaca e apolínea da natureza humana, para chegar à conclusão de que a existência só pode ser justificada enquanto fenómeno estético. Por essa razão, Nietzsche defende a regeneração da cultura moderna através do renascimento da tragédia antiga, de que a música de Wagner era um exemplo, reunindo, por fim, a harmonia apolínea e embriaguez dionisíaca.
Misto de filologia e filosofia, O Nascimento da Tragédia, publicado originalmente em 1872, chocou o mundo académico com as suas teses arrojadas e inovadoras e abriu caminho para um percurso intelectual sem par na tradição ocidental.
| ISBN | 9789724426969 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 262 |
| Edição | Reimpressão 2026 |
| Capa | Brochado |
| Editora | Edições 70 |
| Coleção | Textos Filosóficos |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
Friedrich Nietzsche
Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu a 15 de outubro de 1844 em Röcken, na Prússia, filho de um pastor luterano. Aluno excecional, formou-se em filologia clássica e, em 1869, foi nomeado professor na Universidade da Basileia com apenas vinte e quatro anos. Publicou nesse período O Nascimento da Tragédia (1872), sob forte influência de Schopenhauer e de Wagner. Problemas de saúde crónicos levaram-no a renunciar à cátedra em 1879, iniciando a década mais fecunda da sua obra, vivida entre a Suíça, a Itália e o sul de França. É deste período a maioria dos textos pelos quais é hoje conhecido: Assim Falou Zaratustra, Para Além do Bem e do Mal, Genealogia da Moral e Crepúsculo dos Ídolos, entre outros. O seu pensamento, marcado pela crítica radical à moral tradicional e à proclamação da “morte de Deus”, desenvolve noções centrais como a vontade de poder, o eterno retorno e o além-do-homem. Em 1889, em Turim, sofreu um colapso mental do qual nunca recuperaria, passando os últimos onze anos de vida sob os cuidados da mãe e, depois, da irmã, em Weimar, onde morreu a 25 de agosto de 1900. Considerado um dos filósofos mais influentes do século XIX, a sua obra atravessou a filosofia, a literatura e a teoria cultural e continua a suscitar leitura e debate. |


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