Não há força outra que se assemelhe, que seja comparável, nem a grandeza de Pessoa, à avassaladora torrente de emoções e de imagens, muitas vezes contraditórias, a que somos sujeitos quando lemos os poemas de Mário de Sá-Carneiro.
Encontramos a mesma originalidade marcante, que continua hoje a surpreender-nos, nas suas obras em prosa.
A sua correspondência com Fernando Pessoa, com quem tinha uma relação muito especial, quase simbiótica, transporta-nos entretanto para a intimidade e para as idiossincrasias de um homem perdido no labirinto de si próprio.
É extraordinário que uma obra tão escassa consiga expressar tão bem a genialidade de um autor e tenha sido tão influente na obra de tantos poetas posteriores.
Inclui toda a poesia, publicada em vida e postumamente. Ficou de fora apenas a denominada juvenília (poemas escritos durante a adolescência), por se considerar não ser definidora do poeta maduro e completo que Mário de Sá-Carneiro foi.
Os diversos conteúdos (poesia, prosa e correspondência) estão organizados por temas:
• A Poesia e o Poeta
• Paris
• O Eu… e o Outro / A dispersão
• A Alma e o Corpo
• O Real e o Ideal (o sonho)
• O Amor e a Mulher
• A Ascensão e a Queda
• Vida = Tédio
• Suicídio / Doença / Loucura / Morte
Inclui 20 fotografias e fac-símiles: retratos, postais e cartas, capas de primeiras edições, poemas manuscritos, recortes de imprensa…
Selecção dos conteúdos, organização, revisão, actualização ortográfica, imagens dos separadores e textos introdutórios e de enquadramento: Alexandre Sete
| ISBN | 9789725594377 |
|---|---|
| Ano | 2021 |
| Número de páginas | 358 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Manufactura |
| Categorias |
Livros > Literatura
Mário de Sá-Carneiro
Mário de Sá-Carneiro [1890-1916] Poeta e ficcionista, foi um dos principais modernistas portugueses. Com Fernando Pessoa e outros, fundou a revista Orpheu. Escreveu parte da sua obra em Paris, cidade onde se suicidou com 26 anos. Princípio foi publicado em 1912, e a ele se seguiram A Confissão de Lúcio (ficção, 1914), Dispersão (poesia, 1914) e Céu em Fogo (ficção, 1915). |


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