Neste volume, encontra-se o primeiro romance de Antónia Gertrudes Pusich, Olinda, ou a Abbadia de Cumnor-Place. Poema original em 5 cantos. Publicado pela primeira vez em 1848, não terá sido submetido a uma reedição senão agora, passados 176 anos. Quando escreveu este romance, em 1844 (a data da criação antecede quatro anos a da publicação), Antónia não podia antever que o arquipélago onde nasceu e viveu a primeira infância adquiriria um dia a independência política, e que essa elevação ao estatuto de Estado faria dela o primeiro autor nacional a escrever um romance. Olinda, ou a Abbadia de Cumnor-Place inaugura, pois, a produção romanesca de autoria cabo-verdiana. A este facto não é alheio um outro: o de ser uma editora cabo-verdiana a restituir-nos o prazer de percorrer sensualmente as páginas deste livro, longe do recato das bibliotecas institucionais.
Da «Apresentação»
| ISBN | 9789899186101 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 148 |
| Edição | 1 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Pedro Cardoso Livraria |
| Categorias |
Livros > Literatura
Antónia Gertrudes Pusich
Nascida em Cabo Verde há mais de duzentos anos, Antónia Gertrudes Pusich foi uma mulher luso-croata que conquistou Lisboa em meados do século XIX. Nasceu em berço protegido, frequentou a corte, os salões aristocráticos e burgueses, mas veio a morrer na penúria, num modesto apartamento da Rua de S. Bento, diante do Parlamento, cujas sessões frequentou. O inconformismo perante a mediocridade do destino reservado ao seu sexo impeliu-a a fazer da imprensa a sua tribuna, tornando-se a primeira mulher a fundar, possuir, dirigir e redigir jornais em Portugal. Poetisa e dramaturga, defensora do Trono e do Altar, mas também da liberdade e da educação universal, feminista e maçona, Antónia Pusich despertou simpatias e antipatias à esquerda e à direita. Foi uma figura fascinante, simultaneamente conservadora e progressista, que ousou penetrar em domínios vedados às mulheres, como a Maçonaria e a imprensa. |


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