Como trazer o infinito à finitude, como compor um pouco de ordem com o caos que nos cerca e angustia, como construir estabilidade e segurança sem perder a liberdade? Velhos dilemas que julgámos resolver com encarnações divinas, contemplações de Ideias eternas, fusões místicas ou figuras do homem nu, simplesmente humano, fundando a igualdade política e a equidade da justiça. Ícones tradicionais que reaparecem agora, ameaçados ou reactivados por toda a espécie de fundamentalismos. Sob eles corre uma torrente subterrânea de pensamento a formar-se, com outros conceitos, outra força, outra maneira de pensar. Convém, pois, trazê-la à superfície. Conceitos que se expandem e complicam, de Descartes a Deleuze, de Fra Angelico a Francis Bacon: espaço do corpo, liberdade ecológica, diagrama, agenciamentos vitais, devires não humanos, encontros fortuitos sem sujeito. E, depois, a Terra, corroída e poderosa, com lugares por entre os quais o pintor, ou cada um de nós, pode esgueirar-se e refazer-se com os elementos cósmicos da luz, das cores e das sombras, e fazer nascer a vida no espaço qualquer.
| ISBN | 9789897835926 |
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| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 152 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Relógio d’ Água |
| Coleção | Antropos |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
José Gil
José Gil nasceu em Moçambique e doutorou-se em Filosofia na Universidade de Paris (1982), com um estudo sobre «O Corpo como Campo de Poder», sob orientação de François Châtelet.Colabora com revistas portuguesas e estrangeiras de várias áreas e é autor de algumas entradas na enciclopédia Einaudi.Foi Directeur de Programme do Collège International de Philosophie de Paris.Algumas das suas obras estão publicadas no Brasil e traduzidas em Espanha, França, Itália e nos EUA.
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