Em Provavelmente uma pessoa há o mistério da morte de um homem encontrado num pomar, na propriedade de Raul. Podia ter caído noutra propriedade e aí a história seria outra, sendo que o mistério continuaria, provavelmente, o mesmo.
Um homem, que talvez transporte uma dor antiga, tenta a sua sorte, mas sobre essa dor nem se fala porque é tão sagrada como impossível é indagar um corpo definitivamente ausente.
Há hoje no mundo novas formas de escravatura e não será o teatro a conseguir a sua ruína, mas aqui e ali pode ajudar ao esclarecimento, e, até, a envenenar as ideias que promovem a injustiça e a xenofobia.
Sentimos que o mundo está a cada passo mais distorcido e todos aqueles que, honestamente, procuram trabalho e um pouco mais de luz e de pão vêem-se ainda mais espoliados. Corpo e alma vão a queimar, é o que é.
Provavelmente uma pessoa vai dedicada a todos os que não desistem de viver e mais ainda a todos os que, não tendo desistido, atravessaram céus e mares em busca de um pequeno fruto para as suas fomes e sedes e não o conseguiram.
| ISBN | 9789899213258 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 88 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Húmus |
| Coleção | Reposições de Abel Neves |
| Categorias |
Livros > Artes > Teatro
Abel Neves
Abel Neves nasceu em Montalegre, em 1956. Tem uma obra vasta, compreendendo peças de teatro (Amadis, Touro, Terra, Amo-te, Atlântico, Finisterrae, Arbor Mater, Lobo-Wolf, El Gringo, Inter-Rail, Além as estrelas são a nossa casa, Supernova, Fénix e Kota-Kota, A Caminho do Oeste, Amor-Perfeito, Olhando o céu estou em todos os séculos, Provavelmente uma pessoa, Nunca estive em Bagdad, Madressilva, Qaribó, Ubelhas – Mutantes e Transumantes, Vulcão, Querido Che), romances (Corações piegas, Cotovia, 1996; Asas para que vos quero, Cotovia, 1997; Sentimental, Asa, 1999; Centauros – imagens são enigmas, Asa, 2000; Precioso, Dom Quixote, 2006; Cornos da Fonte Fria, Sextante 2007), poesia (Eis o amor a fome e a morte, Cotovia, 1998) e um ensaio que apresenta reflexões em volta do teatro (Algures entre a resposta e a interrogação, Cotovia, 2002). |


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