Este livro centra-se na história política e das ideias e explora discursos de um tempo marcado pela eclosão e pela memória da Revolução Francesa. A sua autora adota uma perspetiva transnacional e mostra que a temporalidade revolucionária, reavivada pelas campanhas napoleónicas na Península Ibérica, foi revestindo manifestações polissémicas e conflituais. Explora também os fatores convergentes do processo político peninsular e, na enunciação conflitual do campo político, confirma a permanência de crenças e símbolos profundamente enraizados na sociedade portuguesa. Estes aspetos são estudados no contexto social, cultural e institucional do início do século XIX em Portugal. O livro convida à revisitação e revisão crítica de questões centrais e surge no quadro da evocação do Bicentenário da Revolução de 1820 e do Constitucionalismo Português.
| ISBN | 9789892621869 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 408 |
| Capa | Cartonada |
| Editora | Imprensa da Universidade de Coimbra |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
Ana Cristina Araújo
É doutorada em História Moderna e Contemporânea, professora associada com agregação na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, investigadora do Centro de História da Sociedade e da Cultura e diretora/editora da Revista de História das Ideias. Tem-se dedicado à investigação em História das Ideias e da Cultura, séculos XVIII e XIX. Participou em mais de 70 obras coletivas e tem publicado numerosos artigos, em revistas nacionais e estrangeiras de referência. É autora, entre outros, dos livros A morte em Lisboa. Atitudes e Representações (1700-1830), Lisboa, 1997; A Cultura das Luzes em Portugal. Temas e Problemas, Lisboa, 2003; O Terramoto de 1755. Lisboa e a Europa, Lisboa, 2005; Memórias Políticas de Ricardo Raimundo Nogueira (1810-1820), Coimbra, 2011. Coordenou dois volumes sobre a Universidade Pombalina, um dos quais em colaboração com Fernando da Taveira Fonseca, e, mais recentemente, com Miriam Halpern Pereira, coordenou e foi coautora do livro Gomes Freire de Andrade e as Vésperas da Revolução de 1820, Lisboa, 2018.
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