Interessa-me mais uma ética samurai, corajosa e vertical, determinada, radical, consequente até ao fim. Gosto de pessoas (e de artistas) verticais, que pensam e agem desta maneira. Talvez esteja a falar dos últimos samurais.»
«A palavra pode ter um poder conciliador ou mortal, um poder redentor ou destrutivo. Uma palavra pode salvar uma pessoa ou aniquilá-la. Todos nós já tivemos experiências dessas, momentos em que alguém nos disse alguma coisa que nos levantou ou, pelo contrário, arruinou. Diz uma só palavra e seremos salvos ».
«Eu acredito que nada que um artista diga tem demasiada importância face à sua obra, a obra deve valer por si. Ela fala e transporta uma voz mais poderosa do que as suas pobres palavras. Só a obra tem uma linguagem auto-suficiente, própria, interna, o resto surge como acessório. O que não significa que não haja um complemento indispensável à obra que passa pelo discurso e pela tentativa de produção de pensamento.
Não é só o objecto que conta, é importante que exista um corpo de ideias e um discurso por detrás, a acompanhar, a sustentar ou a fundamentar a obra, e que a torne diferente dos outros objectos e artefactos comuns.» [Rui Chafes]
| ISBN | 9789898833006 |
|---|---|
| Ano | 2016 |
| Editora | Documenta |
| Categorias |
Livros > Artes > Arte
Sara Antónia Matos
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