O vingente regime jurídico da vinculação das sociedades de capitais – que tem os seus mais importantes polos nos problemas do relacionamento entre o objecto social e o âmbito dos poderes representativos dos órgãos externos dessas sociedades e no modo de exercício desses poderes, quando aqueles órgãos sejam de composição plural simultânea – foi introduzido entre nós pelo Código das Sociedades Comerciais, em 1986, e determinou assinaláveis mudanças em relação ao que antes resultava do Código Comercial e da Lei das Sociedades por Quotas. Apesar do tempo já decorrido desde o início da vigência do Código das Sociedades Comerciais, o regime da vinculação das sociedades anónimas e por quotas continua a suscitar dificuldades na sua aplicação, cuja origem pode genericamente situar-se numa indevida ‘fusão interpretativa’ dos dois polos assinalados. A presente publicação teve por objectivo inicial o estudo e a exposição sistematizada dos diversos problemas e das respectivas soluções que, no quadro daquele regime jurídico, podem suscitar-se na quotidiana vivência societária. Não obstante isso, optou-se também por um sólido escoramento dogmático do objecto em análise, especialmente no que respeita ao secular tema da ‘natureza’ da pessoa colectiva, bem como ao do âmbito da sua capacidade – espera-se, por isso, que esta publicação possa merecer o interesse, quer do leitor que diariamente se confronta com o domínio da práctica jurídica quer daquele que procura a fundamentação histórico-dogmática dos temas versados.
Sociedade Comercial: Subjectividade Jurídica, Capacidade de Direito e Objecto Social – Sociedade comercial e subjectividade jurídica – A capacidade de direito da pessoa colectiva entre o essencialismo e o reducionismo nominalista. O fim na teoria da personalização colectiva – o princípio da especialidade. O objecto social das sociedades comerciais: relevo estrutural e funcional na tradição latina – A experiência inglesa: formação e declínio da ultra vires doctrine – Direito Comunitário europeu, vinculação das sociedades de capitais e capacidade de direito – Administração e Representação Sociais das Sociedades Anónimas e por Quotas no Direito Português Anterior ao Início de Vigência do Código das Sociedades Comerciais. Objecto Social e Vinculação – Sociedades anónimas – Sociedades por quotas – Administração Stricto Sensu e Representação Orgânica Activa e Passiva das Sociedades por Quotas e Anónimas no Código das Sociedades Comerciais – Sociedades por quotas. Estrutura orgânica. A gerência: composição, competência e funcionamento – Sociedades anónimas: estrutura orgânica e órgão de administração – sistema monista e sistema dualista. Competância de administração stricto sensu e representações sociais – A Vinculação das Sociedades por Quotas e Anónimas no Código das Sociedades Comerciais – Enquadramento legal da vinculação das sociedades por quotas e anónimas – Vinculação da sociedade e competência representativa-orgânica activa – Modo de exercício do poder representativo orgânico (activo): representação plural simultânea e vinculação da sociedade. Conjunção supletiva, derrogativas estatutárias e ratificação
| ISBN | 9789724013923 |
|---|---|
| Ano | 2000 |
| Número de páginas | 537 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Almedina |
| Coleção | Monografias |
| Categorias |
Livros > Direito > Direito Comercial
João Espírito Santo
Consultor jurídico no Secretariado Nacional de Reabilitação (organismo governamental na dependência do Conselho de Ministros), de 1991 a 1992; Codirector da AGECOP – Associação para a Gestão da Cópia Privada, em representação da GESTAUTOR – Associação para Gestão do Direito de Autor, entre 2001-2008; Docente do INA -Instituto Nacional de Administração, de 2004 a 2009. Membro do Conselho de Administração da Autoridade da Concorrência de Portugal, de 2008 a 2013; Consultor na LSM Advogados, desde 2013. Codiretor da Revista Concorrência & Regulação, de periodicidade trimestral, fundada em 2010, título registado a favor da Autoridade da Concorrência de Portugal/Instituto de Direito Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, editado pela editora Almedina, até 2013; Membro do grupo de tradutores da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa que traduziu para português o “Tratado da OHADA e os respetivos Atos Uniformesde segunda Geração” (2.ª ed.), 2019. |


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