“Acordo do embalo de contos já olvidados,
Penso então nos meus dias de pequenino,
Os sinos dobram e, em sapatos prateados,
Avança pela noite alva o Jesus Menino.”
Para o poeta Hermann Hesse, o Natal está sobretudo associado às memórias da infância. Mas, à medida que foi envelhecendo, Hesse começou, progressivamente, a distanciar-se do sentimentalismo comercial e pagão que passou a dominar a «festa do amor».
As reflexões e os poemas sobre esta celebração reunidos neste pequeno livro, na sua maioria organizados pela ordem cronológica do seu surgimento, traduzem uma dicotomia de reverência e distanciamento trocista sobre esta «festa sempre maravilhosa, apesar de toda a vertigem».
Ilustrado com aguarelas do autor.
| ISBN | 9789722087049 |
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| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 96 |
| Capa | Cartonada |
| Editora | Dom Quixote |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Hermann Hesse
Hermann Hesse (1877-1962), Prémio Nobel de Literatura em 1946, nasceu em Calw na Alemanha. Filho de missionários protestantes, cedo entra em choque com os pais, que queriam o filho pastor; não se submete à disciplina da escola e foge para a Suíça onde adquire a nacionalidade Suiça em 1923. O jovem escritor casa-se, mas continua revoltado contra o meio burguês e as convenções sociais – como se lê em Gertrud(1910). Muda-se para a Índia e conhece o budismo, que adoptaria pelo resto da vida.Após o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, inicia-se em actividades contra o militarismo alemão. Em 1919, publica Demian, influenciado pelas ideias do psicanalista Carl G. Jung. Sem encontrar a solução para seus problemas na Índia, conta a história de sua vida em O Lobo da Estepe(1927). Em 1943, publica O Jogo das Contas de Vidro, romance utópico, situado no ano de 2200.É considerado um dos maiores escritores deste século, igualando-se a contemporâneos ilustres como Thomas Mann e Franz Kafka.
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