«Finalmente, havia as diferenças políticas, que se foram agravando à medida que o tempo passava. Basta atentar na diferença das suas posições aquando do Ultimato inglês. Eça era, sempre fora, um liberal. Ramalho era alguém que de tal forma odiava a democracia representativa que desde cedo começou a sonhar com um governo liberto de um parlamento, tendo acabado nos braços do Integralismo Lusitano, um movimento que, no caso de alguns dos seus mais importantes ideólogos, viria a aderir ao salazarismo. Em suma, a amizade entre Eça e Ramalho nunca foi simples, porque a Weltanschauung de ambos, isto é, as respectivas visões do mundo, não eram coincidentes. É por isso que a amizade entre eles foi sempre estranha.»
| ISBN | 9789897831683 |
|---|---|
| Ano | 2021 |
| Número de páginas | 276 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Relógio d’ Água |
| Coleção | Argumentos |
| Categorias |
Livros > Literatura
Maria Filomena Mónica
Maria Filomena Mónica nasceu em Lisboa em 1943. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Lisboa em 1969. Doutorou-se em Sociologia pela Universidade de Oxford em 1978. A par da carreira e das actividades académicas, colaborou regularmente nos meios de comunicação social. Escreveu mais de duas dezenas de livros. Os mais recentes são Eça de Queirós (2001) (traduzido na Grã-Bretanha e nos EUA em 2006), D. Pedro V (2005), Bilhete de Identidade (2005), Cesário Verde (2007), Fontes Pereira de Melo (2009), Os Cantos (2010), A Morte (2011), A Minha Europa (2015), Os Pobres (2016), Os Ricos (2018), Nunca Dancei num Coreto (2018), O Olhar do Outro (2020), O Meu País (2020) e Uma Estranha Amizade: Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão (2021). Duas Mulheres (2022), Os Livros da Minha Vida (2023), O Político e o Cientista: Sócrates e Boaventura (2023) e Viagem de Inverno (2024). Actualmente, é investigadora emérita do ICS da Universidade de Lisboa. |


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