Passavam poucos minutos das duas da manhã do dia 3 de janeiro de 2026 quando as tropas norte-americanas capturaram Nicolás Maduro. Horas depois, Donald Trump anunciava ao mundo que a ministra do Petróleo, Delcy Rodríguez, ficaria à frente dos destinos do país. Mais uma vez, a história da Venezuela ficava em suspenso. A investigadora Nancy Gomes explica, nesta análise contundente, como chegámos até aqui.
A Venezuela nasceu no turbilhão das independências latino-americanas no século XIX, atravessou ditaduras militares, conheceu a promessa democrática, mas, às portas do século XXI, voltou a mergulhar num regime autoritário. A história do país de Bolívar, batizado de «pequena Veneza», foi moldada pela descoberta de petróleo, tornando-se um dos seus principais exportadores mundiais. Seguiu-se a «revolução» de Hugo Chávez, que Maduro herdou e que deu origem a uma Venezuela cheia de contradições: fértil em recursos, mas minada pela pobreza e pela corrupção. Entre a abundância e o colapso, este é o retrato de um país que parece estar permanentemente à espera do futuro.
| ISBN | 9789895899043 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 160 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Penguin PT |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
Nancy Gomes
Nancy Gomes é professora associada da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), onde leciona desde 1995, e é coordenadora da cátedra de Estudos Ibero-Americanos, criada em parceria entre a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) e a UAL. É doutorada em Relações Internacionais, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, mestre em Relações Internacionais, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa (hoje Universidade de Lisboa), e licenciada em Estudos Internacionais, pela Faculdade de Ciências Económicas e Sociais da Universidade Central da Venezuela. Autora de várias publicações científicas em revistas nacionais e internacionais, é ainda investigadora do Centro de Estudos Internacionais CEI-ISCTE e do Observatório de Relações Exteriores OBSERVARE, tendo-se especializado em Assuntos Ibero-Americanos. Com um conhecimento profundo destes temas, é comentadora ocasional na televisão, rádio e imprensa escrita. Desde 2022, é diretora da delegação da Fundação Universitária Ibero-Americana em Portugal. |


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