MARVÃO, visito-o num passeio de palavras. A vila é uma aldeia que se percorre da entrada ao final do branco casario. Tudo entre muros, dentro de muralhas. A calçada permanece rija de séculos de estar. Marvão é farto de ar puro. Aconselha-se a visita a pé com os pulmões às costas. Não sei se é a muralha que sustenta Marvão, se é Marvão que a altaneia. Aprendi a admirá-lo na sua estrutura geo-lógica, que se afigura fazer parte da cordilheira pirenaica, semelhante a um rabo de lagartixa cortado que ficou para trás a experimentar forças. Aqui todas as portas e janelas abrem para o lado da inspiração. Está tudo à vista e do alto dos seus quase 900 metros de altitude, a finitude é coisa etérea. À noite ouve-se o silêncio do mundo sob um manto de estrelas. Há uma servidão apaixonada no céu de Marvão.
| ISBN | 9789895663545 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 200 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Colibri |
| Categorias |
Livros > Literatura
Natália Batista
Natália Batista nasceu em Santo António das Areias, concelho de Marvão, em 1969. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, Estudos Portugueses e Alemães, lecionou a disciplina de português no ensino oficial e no ensino profissional. Integrou o núcleo de formadores do CIDAC e lecionou português para Estrangeiros, no ILA. Em 2003, criou o blogue escrevemedevagar.pt, no qual aclara a voz da escrita com o Alentejo colado à pele. Alguns dos seus textos foram publicados, na plataforma digital, Capazes. Colaborou no Número Especial 2021, da Revista IBN Maruan, com o texto “Um Passeio pela Avenida 25 de Abril”. |


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