Fernando Trigo escreveu o livro impossível. Impossível, porque não conheço ninguém, além dele, que fosse capaz de escreveresta ou uma obra similar e muito menos eu próprio. Impossível,porque é impossível querer pensar em Deus, na sua existênciaou forma, sem passar por este livro. (…)
O livro percorre o pensamento filosófico e teológico dos antigosaté às mais modernas teorias científicas sobre o universo e assuas dimensões cósmicas apresentadas e defendidas pelosgrandes autores contemporâneos, como Stephen Hawking,Thomas Hertog, Robin Hanson ou Chris Langan, entre outros.
O autor, propositadamente, não separou a obra em capítulos,mas para o leitor, a sensação é a de que não existe pontuação.De que não há pontos, nem virgulas, nem interrogações ouexclamações, nem sequer parágrafos. As palavras sucedem-seencadeadas, sem paragens nem distrações. Fica a dúvida de queaté que ponto se trata de um livro de filosofia ou de poesia. Naverdade, creio que há um profundo poema nesta Indefiniçãode Deus: o “Poema do Tudo”, sobrepondo-se à “Teoria do Tudo”.
Talvez por isso o leitor possa sentir-se, ao percorrer as páginas,no interior de incríveis cenários induzidos pelas diferentessensações que ele oferece. Sentado confortavelmente numaespreguiçadeira na inquietude dos campos de papoilas de VanGogh, no teto da Capela Sistina procurando o conforto da mãode Deus na Criação de Adão ou mesmo, quando a heresia éobrigatória na procura de respostas o leitor pode sentir o “calor”do fogo do 6º Inferno de Dante.
Enfim, o melhor deste livro impossível e indispensável é mesmolê-lo.(…)
in Prefácio, de João Monsanto
| ISBN | 9789897883095 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 144 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Vida Económica |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Religião
Fernando Trigo
Fernando Trigo, foi jornalista durante três décadas. Começou muito novo em jornais de Malanje, Angola e quando chegou a Portugal, em 1975, tirou o curso superior de jornalismo, enquanto dava início à sua carreira jornalística na Agência Portuguesa de Notícias (Anop). Prosseguiu na Agência Noticias de Portugal (NP) e trabalhou ainda na Radio e Difusão Portuguesa (RDP) e nos jornais A Tarde e Globo, acabando a sua carreira na Agência LUSA, onde percorreu diversas chefias editoriais e chegou a Diretor de Informação. A montante e a jusante, participou em inúmeras iniciativas editoriais e colaborou profissionalmente, ao longo dos anos, com diversas figuras relevantes da política nacional. |


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