O colonialismo precisa de ser inscrito na memória colectiva da história da humanidade, para que possa ser elaborado e não repetido intra, inter e transgeracionalmente. O trabalho árduo e moroso dessa inscrição cabe a todos e a todas as áreas do conhecimento. É este trabalho que permite a saída da denegação, manifesta no profundo silenciamento em que esteve mergulhado este assunto, ao longo dos tempos. Este livro apresenta-se como uma das vozes que emerge do silêncio através do diálogo entre países colonizadores e colonizados que intersecciona a relação entre a psicanálise e a arte. Ao longo dos capítulos é possível encontrar os contributos de psicanalistas e artistas de Portugal, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Brasil, Peru e Argentina trazendo assim a miscigenação de perspectivas, que se une através do reconhecimento e da compreensão das dinâmicas de discriminação e racismo, que conduziram à desumanização dos povos colonizados por todo o mundo.
| ISBN | 9789893522363 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 348 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Freud & Companhia |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Psicologia
Sandra Roberto
Psicóloga clínica. Membro da Sociedade Portuguesa de Psicanálise (SPP). Realizou o doutoramento em Psicologia clínica e da saúde no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) e o mestrado em Psicologia clínica no ISPA. É professora auxiliar no Instituto Piaget e no Centro de Investigação e Intervenção Social (CIS-ICSTE), nas licenciaturas em Psicologia e no mestrado em Psicologia das relações interculturais. Faz supervisão de Equipas de autonomia de vida que trabalham com Jovens Estrangeiros Não Acompanhados. Tem publicado vários artigos científicos em revistas internacionais e capítulos de livros na área das migrações. Membro do grupo de trabalho “Epistemologia, investigação e prática clínica”. |


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