Toda a civilização assenta numa resposta implícita a uma pergunta que raramente ousa formular de frente: o que é o homem e até onde pode ir sem se perder? Quando essa pergunta deixa de ser feita, não desaparece; passa a ser respondida por instâncias anónimas, pelo mercado, pela técnica, pelo poder administrativo ou pela ideologia dominante.
A grande ilusão da modernidade tardia consiste em acreditar que a liberdade humana cresce à medida que os limites desaparecem. Esta crença, apresentada como evidência moral, é na realidade a mais perigosa das abstrações. O homem não é um ser ilimitado a quem a cultura impõe constrangimentos artificiais; é um ser frágil, situado, finito, que só se torna livre dentro de formas que não escolheu, mas que o precedem e o sustentam.
| ISBN | 9789899192416 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 264 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Opera Omnia |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
João Maurício Brás
João Maurício Brás nasceu em Sines. É doutorado em Filosofia e tem publicado principalmente ensaios nesta área. Algumas dessas obras são: A Importância de Desconfiar (Vega); Utopias em Dói Menor, em coautoria com Onésimo Teotónio Almeida (Gradiva); Identidade, Valores, Modernidade (Gradiva). |


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