Em Bizango de Bizangongo reflecte sobre o manifesto descontentamento das tropas deslocadas nos conflitos do Ultramar, revelando o cansaço da guerra e o desejo de regressar a casa. Através dos diálogos, construídos como um grande coro, questionam‑se as mudanças promovidas pela revolução, nomeadamente no modo como demoraram a chegar ao povo ou a produzir os efeitos desejados. A par da violência no cenário de guerra, referem‑se as condições da partida de muitos dos soldados, estabelecendo‑se, desse modo, as bases para o aproveitamento político durante o regime do Estado Novo, e a ausência de alternativas para os jovens.
Peça e manifesto antibelicista, construída a partir da experiência do autor e de relatos de soldados, A Como Estão os Cravos Hoje? observa as condições de trabalho e de segurança dos operacionais no campo de combate, promovendo o fim da guerra no Ultramar. Os cravos do título servem de metáfora para o número de jovens convocados para o combate, mas também para uma reflexão — interpelando o público — sobre a defesa dos valores da revolução, e os riscos da sua rápida erosão, face à resignação promovida pelo regime deposto.”
| ISBN | 9789895950799 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 96 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Tinta da China |
| Categorias |
Livros > Artes > Teatro
Manuel Geraldo
Manuel Geraldo (1943‑2006) começou o seu percurso como jornalista no Diário de Lisboa, onde trabalhou durante 17 anos, depois de ter cumprido o serviço militar em Angola e ter passado pela Caixa Geral de Depósitos. Colaborador de outras publicações, como o jornal Tal & Qual, foi no Diário do Alentejo que manteve uma conhecida crónica policial. O seu trabalho autoral tem na guerra dita colonial e na área jurídico‑policial as principais linhas de força, distribuídas entre a ficção, o relato e o teatro. Figura complexa e contraditória, da sua obra destacam‑se Emigrados e Ofendidos, Um Juiz no Alto do Parque, Sangue Negro, Sangue Branco, O Camarate de Lúcifer, Uma Espingarda por Companheira, A Segunda Morte do General Delgado e SOS! Será Que Estou a Ficar Racista?. |


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