Elvis Presley está à espera. O espelho devolve-lhe um rosto marcado pelo tempo, pela fama, pelo silêncio. O fato de couro aperta-lhe o corpo, mas é a memória que verdadeiramente o sufoca. Lá fora, o palco brilha à sua espera. A multidão murmura, impaciente. As luzes queimam. As câmaras piscam, prontas para captar um momento que ficará para sempre marcado na história. Mas Elvis não se move. O tempo desfaz-se e a mente transporta-o para outro lugar — Tupelo, a casa pequena, os hinos gospel ecoando pela rádio, a primeira guitarra, os dedos inseguros. Depois os palcos, os gritos, o êxtase da música. E Hollywood, os filmes vazios, a repetição, a febre da juventude a desvanecer-se. Quem é Elvis agora? Ainda o rei ou apenas uma lembrança do que foi? Eu Sou Elvis não é uma biografia. Não é uma história sobre o que já sabemos. É um mergulho sensorial e vertiginoso no instante antes da música, no limiar entre a lenda e o homem, entre o passado e o presente, entre a dúvida e a revelação. É um retrato íntimo do que significa cair e tentar erguer-se outra vez. A porta do camarim continua fechada. O palco aguarda. E há um instante, breve como um suspiro, onde tudo pode mudar.
“Uma lição de sobriedade” António Carlos Cortez, Diário de Notícias
“D. H. Machado devolve ao presente a imortal figura de Elvis Presley num relato hipnótico” Sérgio Almeida, Jornal de Notícias
Um dos livros que marcaram 2025. João Pedro Vala, Observador
Um dos 37 grandes livros para as suas férias. José Mário Silva, Expresso
| ISBN | 9789899107991 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 84 |
| Capa | Brochada |
| Editora | The Poets and Dragons Society |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
D. H. Machado
D. H. Machado, nascido em lisboa em 1974, é escritor e dramaturgo com uma obra que explora temas fundamentais como a memória, a identidade e o trágico, com um estilo marcado pela densidade poética e pela reflexão filosófica. Entre as suas obras de poesia, destacam-se Heathcliff e Eliot, este último uma resposta contemporânea ao clássico The Waste Land de T. S. Eliot. Escreveu ainda o romance Rach 3, um diário ficcional que narra o processo criativo e emocional de Sergei Rachmaninoff durante a composição de seu célebre Concerto no 3 em ré menor. No teatro, estreou-se com Lady Macbeth, uma peça que revisita a personagem shakespeariana, dando-lhe uma nova profundidade psicológica e mantendo a linguagem original da peça. Este Auto-retrato enquanto Hamlet é o primeiro livro de uma trilogia sobre o amor, a memória e o fluxo do tempo. |


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