Entre uma visão crítica do expansionismo tecnológico e a abordagemdas culturas vernaculares contemporâneas, esta revista procura umasíntese entre o «moderno» e o «primitivo». Neste número – além dogrande questionamento da guerra prosseguido por Jorge LeandroRosa e da Grande Deserção em marcha documentada por Gaspardd’Allens – começamos a prestar mais atenção ao mundo desertificadoreduzido a paisagem para exploração turística ou para insanoincremento do extractivismo. Nas circunstâncias criadas pelapandemia, os espaços rurais, em todo o mundo, passaram a serencarados com outros olhos pelos citadinos, que aos milhares selançaram em novas migrações, juntando-se aos neo-rurais e ampliandoas tensões aceleradas pelo desenvolvimento do capitalismo. Em lateralconsonância com estas novas ocupações do mundo físico disponível,outras abordagens procuram ir ao cerne daquilo que hoje dá substânciademencial ao modus vivendi dominante: o canibalismo póscivilizacional analisado por Günther Anders, as ruínas nucleares emascensão (Jaume Valentines-Álvarez), a voz do povo digitalizado queé voz de ninguém (Bernardo Ferro), a crítica feminista ao modelociborgue (Mary Harrington), as vozes femininas de países mártires(Joëlle Ghazarian), a abolição do sistema prisional (Catherine Baker).
Este número, ilustrado por grandes desenhadores portugueses,continua a debruçar-se sobre a biodiversidade da criação poética, nelaincluindo a sátira.
| ISBN | 9786120014936 |
|---|---|
| Ano | 2023 |
| Número de páginas | 352 |
| Edição | 1 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Flauta de Luz |
| Categorias |
Livros > Literatura
Vários
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