Os vestígios que os judeus deixaram, em Portugal, foram afectados pela voragem dos tempos. Entre estes apontemos os registos epigráficos, objecto principal desta obra. E daí o relevo que lhes deu Samuel Schwarz. Temos aqui, por exemplo, as pedras tumulares dos almocávares ou cemitérios judaicos, de que se sabe a localização aqui e ali, e que se adivinha na maior parte dos casos. O de Lisboa, situava-se na ribanceira abaixo de Nossa Senhora do Monte (antes ermida de S. Gens). No caso do Porto, permaneceria em Miragaia. Em Évora encontrava-se extramuros, no caminho de Montemor-o-Novo. O de Tomar devia situar-se além do rio Nabão ou no sentido da encosta. (…) (…) Outros vestígios materiais são, como vimos, as lápides das sinagogas, sendo as mais difíceis de interpretar as de Belmonte e de Gouveia. Na primeira havia uma pequena comunidade medieval, que só devia ter crescido com a vinda dos judeus castelhanos. A lápide, que se encontrava no Museu Municipal Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, e agora está exposta no Museu Judaico de Belmonte data, segundo Samuel Schwarz, de 1297 (…) [José Alberto Tavim]
| ISBN | 9789895661923 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 186 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Colibri |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
José Alberto Tavim
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