«Como é um espaço imenso de liberdade, onde podemos dizer tudo, onde podemos conviver com o mal, narrar o horror, libertarmo-nos das regras da moral e da etiqueta, a literatura é mais do que nunca necessária. Traz complexidade e ambiguidade a um mundo que as rejeita. A literatura pode auscultar, sem rodeios e sem concessões, o que as nossas sociedades produzem de mais feio, de mais perigoso e de mais infame. Exige tempo num mundo onde tudo é rápido, onde a imagem e a emoção levam a melhor sobre a análise. Mas, para desempenhar plenamente o seu papel, tem de estar à altura de si própria e destes ideais.»
Assim acontece nos textos que compõem este livro, que vão desde contos ao estilo de Tchékov a defesas apaixonadas da leitura, passando por um iluminador diálogo sobre o universo narrativo da autora, que exibe aqui a sua afinadíssima lucidez e subtil acutilância. Publicado antes de Canção doce, romance que lhe valeria o Goncourt, e da trilogia O país dos outros, que a afirmou irrefutavelmente como um dos grandes nomes das Letras francesas, estes escritos descortinam a chama que impele a autora franco-marroquina a dedicar a vida à escrita e à defesa da literatura como arma capaz de derrubar os muros do preconceito, da intolerância e da violência.
| ISBN | 9789895894284 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 112 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Alfaguara |
| Categorias |
Livros > Literatura > Prosa Narrativa
Leila Slimani
Leïla Slimani nasceu em 1981, em Rabat, Marrocos, numa família de expressão francófona. Aos 17 anos, partiu para Paris, onde estudou Ciências Políticas. Antes de se dedicar à escrita, trabalhou como jornalista. Publicou o primeiro romance – “No jardim do Ogre” –em 2014 e obteve imediato reconhecimento da crítica e dos leitores, conquistando o Prémio Mamounia. |


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