«Um dos domínios onde é mais notável e polémica a proposta de Nietzsche é o que tradicionalmente respeita aos problemas dos sentimentos morais e é notável como é sobretudo aqui que o conceito de uma transmutação dos valores ganha sentido. Na sua vertente moral pode ler‑se parte substancial do Para além… como uma primeira exploração do problema da autonomia, a realizar pelo filósofo do futuro. Assim é de uma transmutação desse valor que se fala, quando no livro se desenvolvem novos temas como a distinção ou a nobreza (Vornehmheit), quando se afirma a necessidade da hierarquia contra o igualitarismo ou da supremacia da vontade de poder contra a simples vontade de viver. A afirmação destas novas virtudes equivale efectivamente à transmutação de valores e sobretudo de um valor dominante na nossa cultura: a autonomia como liberdade da vontade.» Do Prefácio de António Marques
| ISBN | 9789897837340 |
|---|---|
| Ano | 2026 |
| Número de páginas | 280 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Relógio d’ Água |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
Friedrich Nietzsche
Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu a 15 de outubro de 1844 em Röcken, na Prússia, filho de um pastor luterano. Aluno excecional, formou-se em filologia clássica e, em 1869, foi nomeado professor na Universidade da Basileia com apenas vinte e quatro anos. Publicou nesse período O Nascimento da Tragédia (1872), sob forte influência de Schopenhauer e de Wagner. Problemas de saúde crónicos levaram-no a renunciar à cátedra em 1879, iniciando a década mais fecunda da sua obra, vivida entre a Suíça, a Itália e o sul de França. É deste período a maioria dos textos pelos quais é hoje conhecido: Assim Falou Zaratustra, Para Além do Bem e do Mal, Genealogia da Moral e Crepúsculo dos Ídolos, entre outros. O seu pensamento, marcado pela crítica radical à moral tradicional e à proclamação da “morte de Deus”, desenvolve noções centrais como a vontade de poder, o eterno retorno e o além-do-homem. Em 1889, em Turim, sofreu um colapso mental do qual nunca recuperaria, passando os últimos onze anos de vida sob os cuidados da mãe e, depois, da irmã, em Weimar, onde morreu a 25 de agosto de 1900. Considerado um dos filósofos mais influentes do século XIX, a sua obra atravessou a filosofia, a literatura e a teoria cultural e continua a suscitar leitura e debate. |


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