Muxe’ é um salto para a boca do abismo.
Muxe’ é um sorriso sempre deslumbrante.
Muxe’ é um indígena que sonha ser princesa.
Muxe’ é um corpo de homem com voz de mulher.
Um Ramón é um homem que se apresenta ao mundo como muito macho e heterossexual, mas que, quando está com uma muxe’, aceita secretamente ser penetrado. Ramoneras são as muxes que assumem, durante o sexo, o papel considerado masculino — e que viram e comem os Ramóns como se fossem tortilhas.
Os corpos muxes, racializados e sexualizados, são alvo de múltiplos preconceitos.
«Muxe’ é uma liberdade que se açoita», escreve Elvis Guerra.
Estes são poemas escritos a partir de experiências que só umamuxe’ pode ter, e que abordam as dores, mas também asalegrias e prazeres.
— André Tecedeiro
Edição bilingue em zapoteco e português
| ISBN | 9789899225312 |
|---|---|
| Ano | 2025 |
| Número de páginas | 112 |
| Edição | 1 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Orfeu Negro |
| Categorias |
Livros > Literatura > Poesia
Elvis Guerra
Elvis Guerra é uma poeta muxe’ de Juchitán de Zaragoza, no México, e tradutora da língua zapoteca. Através da sua obra poética, indígena e cuir, reflecte sobre a dissidência de género e a etnicidade, propondo uma crítica da exclusão e da violência exercida sobre os corpos que se reconhecem em identidades não-binárias. É autora das obras Muxitán (2022), Ramonera (2019, Orfeu Negro 2025) e Xtiidxa’ ni ze’Xtiidxa’ ni ze’ / Declaración de ausencia (2018). Traduziu do zapoteco o livro Guidiladi Yaase’ / Piel oscura, cuentos eróticos al zapoteco (2017). Em 2015 recebeu o prémio Casa Creación Literaria en Lengua Zapoteca e foi beneficiária do Fondo Nacional para las Culturas y las Artes. Os seus poemas estão traduzidos para espanhol, português, inglês, ayöök e sueco. |


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