É nesse ambiente rural dos anos cinquenta e sessenta, duro e avaro para lavradores e assalariados, meio mágico para as crianças-homens que nós éramos, que se pode encontrar a inspiração dos textos que Abílio Simões deu agora ao prelo. A sua força está na naturalidade com que estão relatados; a originalidade resulta de serem experiências pessoais, únicas e irrepetíveis, a beleza na simplicidade bucólica desse mundo para sempre perdido.
(…) é um mergulho nas memórias mais profundas e primordiais da tradição rural, humana, juvenil de meados do séc. XX português, no nordeste alentejano. É um repositório de situações, figuras e ambientes adormecidas, que ele ressuscita e preserva para sempre com este livro.
JORGE BRANCO
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Naquele chão agreste, as roseiras apenas cresciam até meio metro, era com a força revigorante do início da primavera que, em fascínio de explosão de vida, renasciam rebentos, folhas e botões das humildes roseiras, que, num breve estoicismo, no desafio e pressa de crescer e florescer, se mostravam cobertas de lindas rosas, delicadas e pequeninas, em cor-de-rosa leve e simples, sedosas e viçosas: eram rosas de Santa Teresinha, que surgiram ali como por milagre, em terra inóspita, onde outras plantas não medram.
| ISBN | 9789895664122 |
|---|---|
| Ano | 2024 |
| Número de páginas | 144 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Colibri |
| Categorias |
Livros > Ciências Sociais e Humanas > História
Abílio Duarte Simões
Abílio Duarte Simões nasceu em 7 de Dezembro de 1948, na aldeia de Comenda, Gavião, Portalegre. Tirou o curso geral dos liceus. Como actividade profissional, foi Factor, Chefe de Estação, e durante muitos anos Chefia Intermédia da CP na categoria de Inspector. |


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