Neste ensaio, a reconstituição natural é revisitada como um princípio geral da obrigação de indemnização. Traça-se a fronteira entre a tutela repressiva e a tutela preventiva de direitos e interesses, reconhecendo, porém, que a necessidade de harmonização das respostas do sistema jurídico aos ilícitos civis implica rever a noção de dano real. Aproveita-se a oportunidade para refletir sobre o fundamento e o alcance das pretensões negatórias.
A reconfiguração do dano real permitirá a releitura do sentido da reconstituição natural como um critério de reparação integral, aplicável, certamente, à restauração em espécie, mas também à indemnização por equivalente. Os alicerces deste caminho surgem em lições clássicas sobre o entendimento ou a aplicação da obrigação de indemnização, no enriquecimento sem causa, ou nalguns regimes das limitações ao exercício dos direitos reais. Na contemporaneidade, especial relevância assume o argumento fundado na tutela coletiva reparatória, pela emergência do conceito de indemnização global. À luz destas reflexões, a indemnização é reinterpretada, considerando, a título ilustrativo, a privação do uso ou a conformação de meros estados jurídicos, como a responsabilidade pré-contratual pela violação de deveres de informação ou a eficácia externa das obrigações.
| ISBN | 9789725408926 |
|---|---|
| Ano | 2022 |
| Número de páginas | 344 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Universidade Católica |
| Categorias |
Livros > Direito > Direito Civil
Henrique Sousa Antunes
Professor Associado na Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Membro do Católica Research Centre for the Future of Law. Cocoordenador do LL.M. “Law in a Digital Economy” (Católica Global School of Law). |


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